Saturday, September 15, 2007

Moral, ética, inteligência,...

Não sei se me choco mais quando questionam minha moral ou minha inteligência.
Moral eu herdei, junto com um código de ética forte, de meu pai, é algo que exerço a cada ação.
Já a inteligência é algo limitada, em crescimento. Conhecimento técnico não considero inteligência, é parte dela.
Assim quando ambas são questionadas não sei qual delas me afeta mais, uma por ser tão entranhada (moral) ou outra por ser tão limitada.
Nesta semana tive ambas questionadas. Por horas pessoas me avaliaram como anti-ético. Quando soube os rumos que uma conversa tomou e como foi interpretada, me arrasei.
Pessoas me julgaram sem ouvir minha versão, pessoas me viraram a cara sem saber como agi.
Quando tive a oportunidade de contra o acontecido e ter estas versão confirmada pelo interlocutor, as coisa se ajeitaram, mas um estrago estava feito.
Minha inteligência foi questionada e posso resumir numa expressão bem popular: eu nunca cuspiria no prato onde comi.
Apesar do choque acabei exercitando a tranquilidade, do primeiro impulso de exigir retratação, acabei relevando por achar que quem quiser pensar sujo é porque tem a mente suja.
Interessante que quem eu julgava ter um bom caráter e ser amigo se confirmaram, bem como os mesquinhos. Vi que meu sistema de julgamento é correto.
Não sou santo, mas também não sou um diabo.
A grande lição que aprendi: quando surgir uma oportunidade única, esperada, desejada, que lhe aparece de sopetão, aceite-a simplesmente. Diga um sonoro SIM.
Horas, dias depois, preocupe-se com os projetos em andamento, como os compromissos atuais, foque a resposta no desejo, na conveniência, na vontade. Seja egoísta. Depois que a ficha cair preocupe-se em ajeitar sua saída.
Eu fui considerado um pecador por me preocupar em finalizar certas coisas, coisas que estavam atrasadas por problemas "mecânicos", quis colocar um passivo em dia e me ralei.
Na verdade não me ralei, pois a proposta seguiu e eu tive a chance de conhcer certas pessoas, a confirmação dos de bom caráter elevou o grau de amizade e simpatia que sentia. Os que me viraram a cara e entenderam o contexto e voltaram ao meu convívio seguirei tratando-os da mesma maneira correta de sempre. Agora os que seguem na sua mesquinhez, bah, apesar de tudo tá sendo divertido conviver com eles. Nota-se na linguagem corporal sua revolta, nunca darão seus braços a torcer.
Como é bom sair de um lugar com a cabeça erguida e lá de cima ver os canalhas baixarem as suas de vergonha.

1 comment:

Rafael Reinehr said...

Fiquei imaginando os detalhes da situação, mas não consegui. A vileza do ser humano é algo sem tamanho. Eu geralmente me afasto de pessoas assim. Como autônomo, consigo, na maior parte do tempo. A sensação deve ter sido péssima. Acredito até já ter passado por momentos assim, mas a memória deve estar bem enterrada no meu subconsciente...